Ana Maria Braga

1º Programa

Em 17.08.2009, foi ao ar uma participação minha num quadro do programa da Ana Maria Braga, com dicas de como escolher corretamente os copos e como dispô-los à mesa. No passado, os copos deveriam ser preferencialmente de cristal, ou de algum material semelhante, e eram dispostos em ordem crescente, sendo o menor de todos usado para servir o vinho branco; o médio, para o vinho tinto; e o maior entre os três era usado para servir a água.

Nos dias atuais, contamos com a liberdade de colocar à mesa copos do material que nos parecer mais adequado, sem nos preocuparmos em serem ou parecerem ser de cristal. Hoje o que vale são a beleza, o bom gosto e a funcionalidade. É nesse último quesito que mora a filosofia da coisa.

O tipo ou modelo de copo será tanto melhor para a bebida – vinho, cerveja, destilado e que tais – quando permitir que o que for ali servido possa ser arejado, mas sem desprender abusivamente seus aromas. Enfim, para que o consumidor possa apreciar cada passo da evolução olfativa da bebida ali contida. Ou, mas diretamente, para curtir a bebida, sacou?

Não sei se consegui me explicar bem, correria dos bastidores me deixa atordoada. Tudo o que sei é que nunca ninguém me disse: “adorei sua dica sobre os copos”! Quem me viu na TV dizia: “Nossa que anel lindo, é da H. Stern?”.

Depois eu fiz um drinque, que pode ser servido em duas versões, com e sem álcool. Como o programa é exibido num horário vespertino, e tem lá suas questões em relação ao “estímulo” do consumo de bebida alcoólica, optei por apresentar, claro, a versão sem álcool.

Achei que tinha muito conteúdo para pouco espaço e que, no fim, ninguém entendeu nada, nem de copo nem de drinque.

 

2º Programa

No outro convite, a produção queria que eu mostrasse a variedade de abridores que existe no mercado, e qual deles seria o mais prático para o dia a dia de quem estava do outro lado da tela.

Apesar de ser uma proposta simples, há uma grande variedade de equipamentos no mercado. E nem sempre os mais caros e bonitões são os mais eficientes para o consumidor comum. Menos ainda para o profissional. Além disso, boa parte do quadro foi gravada no Eça, onde trabalho e estou acostumada com os movimentos e barulhos. Lá no Projac, tudo é novo e diferente, e a cada fio ou câmera que passava na minha frente eu desviava o olhar e, consequentemente, a atenção. Pato fora d’água total. A Ana Maria encerrou o quadro executando ao vivo a dica que eu dei de como tirar mancha de vinho tinto de guardanapos ou toalhas.

Achei esse quadro muito mais eficiente e, no meu ponto de vista, transmitiu informação ao público. É disso que eu gosto: deixar saber para quem me lê, vê e ouve.